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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

"Importar" diploma custa 50% menos que estudar no Brasil




Certificados para cursos estão sujeitos à validação por regras do MEC

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O preço é bem mais atrativo do que no Brasil e ainda vem com a possibilidade de conhecer um país diferente. E assim, muita gente está recorrendo a mestrados e doutorados no exterior. As mensalidades saem, em média, pela metade do preço cobrado pelas universidades brasileiras, segundo levantamento do Instituto de Educação Superior Latinoamericano (Iesla) e da Escola Superior de Justiça (Esjus), especialistas em encaminhar alunos para estudar fora.

Mas não basta importar o diploma, tem que validá-lo no Brasil. Para isso, é preciso entrar com requerimento em universidades públicas ou privadas que tenham cursos similares, pagar taxas e, em alguns casos, prestar exames seguindo as exigências do Ministério da Educação (MEC).

O delegado Anderson Alcântara voltou da Argentina na semana passada, onde defendeu sua tese. Chegou a Belo Horizonte como doutor em ciências jurídicas e sociais, pela Universidade Museu Social Argentino. Segundo ele, o custo 50% menor e o sistema de aulas presenciais somente em janeiro e julho foram determinantes para a escolha.

"Eu pesquisei mestrados e doutorados semelhantes no Brasil e não encontrei nada na área que eu queria por menos de R$ 40 mil. Na Argentina, paguei cerca de R$ 20 mil. Mesmo contando as despesas com as viagens e hospedagem, vale muito a pena", conta.

Ele foi à Argentina quatro vezes em dois anos para cerca de 20 dias seguidos de aulas. Os trabalhos e pesquisas foram feitos à distância. "É um curso em uma instituição renomada e ideal para quem trabalha muito. Olhei vários no Brasil, mas não tinha condições de frequentar aulas várias vezes por semana", explica.

O diretor do Iesla, Jasube Gouvêa, conta que, desde que o instituto foi criado, há seis anos, a demanda por cursos no exterior aumentou dez vezes. "No primeiro ano, tivemos entre 200 e 300 inscrições. Em 2012, foram 2.000 matrículas. A procura cresce porque, além de o custo fora ser bem menor do que cobrado nas universidades privadas no Brasil, as federais abrem pouquíssimas vagas", compara.

O advogado Wilson dos Santos Filho vai à Argentina em janeiro, para a segunda das quatro etapas presenciais do curso de mestrado em Direito Tributário na PUC de Buenos Aires. "Eu vou pagar algo em torno de R$ 23 mil. Pesquisei em várias universidades em Belo Horizonte e não encontrei o mestrado que eu queria. Os semelhantes custavam entre R$ 40 mil e R$ 54 mil e tinham poucas vagas", explica Wilson. "Da primeira vez, eu fiquei em um hotel. Agora aluguei um apartamento perto da universidade, por R$ 400 por semana", conta ele, que está em uma turma só de brasileiros. Outro gasto que ele tem é com aulas de espanhol, mas, neste caso, afirma que é um bom investimento.

Publicado no Jornal OTEMPO em 03/12/2012

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